quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SONETO DO AMIGO

Enfim depois de tanto erro passsdo
Tantas retaliaçoes , tanto perigo
Eis que resurge noutro o velho amigo
Nunca perdido , sempre reencontrado

É bom senta-lo novamente ao lado
Com os plhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo

U bicho igual a mim simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica.

VUNICIUS DE MORAES

Nenhum comentário:

Postar um comentário